Brasília (DF) – Você sabe por que nem sempre o candidato mais votado é eleito? Nas eleições brasileiras, existem dois modelos para definir quem conquista uma vaga: os sistemas majoritário e proporcional. Cada um é utilizado para determinados cargos e possui regras diferentes para contabilizar os votos.
No sistema majoritário, utilizado nas Eleições 2026 para presidente da República, governadores e senadores, o resultado está diretamente relacionado à quantidade de votos válidos recebidos. Para presidente e governador, é necessária maioria absoluta, ou seja, mais da metade dos votos válidos. Caso isso não aconteça no primeiro turno, os dois candidatos mais votados disputam o segundo. Para senador, vale a maioria simples. Este ano, cada estado elegerá dois senadores.
Já o sistema proporcional é utilizado para eleger deputados federais, estaduais e distritais. Nesse modelo, não basta considerar apenas a votação individual do candidato. Os votos recebidos pelos candidatos e pela legenda são contabilizados para determinar quantas cadeiras cada partido ou federação poderá conquistar.
É aí que entram o quociente eleitoral e o quociente partidário, utilizados nos cálculos para a distribuição das vagas. Por isso, um candidato pode receber muitos votos e ainda assim não ser eleito, dependendo do desempenho de seu partido ou federação.
Quer entender melhor? Consulte as orientações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre os sistemas majoritário e proporcional.
Texto: Com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
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