Brasília (DF) – A candidata a deputada distrital Cris Nardes (Republicanos-DF) foi a convidada de mais uma edição do “Café com Política: Serviço Público em Pauta”, iniciativa apartidária promovida pelo Sindilegis, em parceria com o Instituto Servir Brasil, o Sindireta-DF e a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB).
Durante o programa, Cris apresentou propostas relacionadas à proteção dos servidores, governança pública, combate à corrupção, qualificação da gestão e projetos sociais, além de falar sobre os desafios enfrentados pelas mulheres na política.
Entre as propostas apresentadas, a candidata defendeu a criação de uma legislação específica para garantir proteção aos servidores públicos que denunciam irregularidades dentro da administração. “Se o servidor público quer fazer uma denúncia, ele tem o direito de ser preservado. Eu tenho a proposta da Lei do Denunciante”.
Governança para melhorar a entrega à população
Ao deixar uma mensagem aos servidores, Cris relacionou a valorização do funcionalismo ao conceito de governança. Segundo ela, melhorar a administração pública passa necessariamente por cuidar das pessoas responsáveis pela execução das políticas públicas: “A governança traz justamente isso: pensar nas pessoas, nos servidores. É isso que eu tenho levantado, cuidar das pessoas. Governança nada mais é do que governar bem, servir à população para cuidar das pessoas, entregando políticas públicas”.
A candidata destacou o trabalho desenvolvido pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na área de governança pública e defendeu a consolidação dessas práticas por meio de legislação. Segundo Cris, princípios como planejamento, integridade, controle e avaliação precisam fazer parte de uma política permanente da administração pública. Ela também defendeu critérios técnicos para o preenchimento de funções e postos estratégicos.
Combate à corrupção e serviços públicos
Durante a entrevista, Cris relacionou diretamente o combate à corrupção à capacidade do poder público de oferecer serviços de qualidade. Na avaliação da candidata, o desvio de recursos destinados a áreas essenciais produz consequências concretas na vida da população: “Quando o brasileiro entender que a corrupção mata, porque o dinheiro que deveria chegar ao hospital é desviado, ele vai entender o tamanho desse problema”, relatou.
Participação feminina na política
Outro eixo da conversa foi a presença das mulheres nos espaços de decisão. Cris destacou que elas ainda são minoria na política e relatou as dificuldades de conciliar uma candidatura com maternidade, trabalho e responsabilidades familiares: “De fato, as mulheres são minoria nos cargos políticos. É muito difícil para a mulher conciliar. O mercado nos exige muito e, na política, é maternidade, trabalho, casa, família. Para a mulher conseguir equalizar tudo isso, existe uma exigência maior”.
A candidata defendeu ainda que a ampliação da representação feminina não deve ficar restrita a determinados campos do debate político: “Queremos ver mulheres falando de temas mais técnicos, como compliance e controle. Por isso decidi criar minha candidatura com esse viés de especialista em combate à corrupção”.
Cris também apresentou propostas voltadas à área social, com atenção especial às famílias atípicas e às crianças em situação de vulnerabilidade. Entre as iniciativas defendidas pela candidata estão o acesso a terapias para crianças de famílias de baixa renda e a criação de um painel público para acompanhamento das filas de atendimento.
A proposta é utilizar mecanismos de transparência para permitir que famílias acompanhem a demanda pelos serviços e tenham mais informações sobre o andamento dos atendimentos.
Quem é Cris Nardes
É jornalista e atua na área de governança, compliance, integridade e gestão pública. Ao longo de sua trajetória profissional, participou de iniciativas voltadas à implementação de práticas de governança em municípios brasileiros e exerceu funções relacionadas ao tema na administração pública.
Candidata a deputada distrital pelo Republicanos, apresenta como principais bandeiras o combate à corrupção, o fortalecimento da governança pública, a proteção aos servidores que denunciam irregularidades, a qualificação da gestão e projetos sociais voltados, entre outros públicos, às famílias atípicas.
Confira a entrevista na íntegra AQUI.
Fonte: Sindilegis






