Brasília (DF) – O Senado Federal avançou na valorização da economia popular com a criação da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Feirantes, uma iniciativa que busca fortalecer políticas públicas voltadas a uma das atividades mais tradicionais e relevantes do país. A proposta tem como uma de suas principais defensoras a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que tem atuado na pauta em âmbito nacional.
A republicana ressaltou a dimensão das feiras no Brasil: são mais de 9 mil espalhadas pelo país, presentes em cerca de 70% dos municípios, além de mais de 2,3 mil mercados municipais. Para ela, os números evidenciam a importância econômica e social da atividade.
Apesar da relevância histórica, Damares alertou que a realidade atual dos feirantes mudou e exige atenção do poder público. Entre os principais desafios, ela destacou a segurança e as condições de saúde dos trabalhadores. “A segurança dos feirantes está comprometida, assim como a segurança pública no país como um todo. Precisamos enfrentar esse problema com responsabilidade”, afirmou.
A Frente Parlamentar nasce com o objetivo de promover debates, propor soluções e garantir direitos para a categoria. A iniciativa também busca ampliar a proteção social e reconhecer o papel estratégico dos feirantes na geração de emprego, renda e abastecimento alimentar.
Além do impacto econômico, Damares enfatizou o valor social das feiras livres como espaços de convivência e bem-estar. “A feira é um ambiente de alegria, de encontro, de confraternização. É também um espaço que contribui para a saúde emocional das pessoas”, destacou. A senadora também chamou atenção para o potencial das feiras como instrumento de transformação social, especialmente para mulheres em situação de vulnerabilidade. Segundo ela, o acesso ao trabalho nas feiras tem sido um caminho para romper ciclos de violência. “Muitas mulheres conseguem recomeçar com dignidade a partir de uma oportunidade simples, como vender produtos em uma banca. As feiras são inclusivas e acolhedoras”, pontuou.
Damares Alves completa: “Precisamos valorizar esses profissionais que sustentam e movimentam a economia do nosso país. Eles merecem visibilidade, respeito e políticas públicas efetivas”, concluiu.
Por Ascom – Mulheres Republicanas Nacional






