Brasília (DF) – A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), secretária de honra do Mulheres Republicanas Nacional, afirma que o Brasil caminha para um cenário político inédito: a consolidação da mulher conservadora como uma força de massa nas eleições de 2026. A declaração, à coluna da jornalista Eliane Trindade, do Folha de São Paulo dessa segunda-feira (20/04), ocorre em meio ao debate sobre o papel feminino na política e à crescente visibilidade de lideranças mulheres no campo da direita.
Segundo a republicana, houve uma mudança significativa no comportamento do eleitorado feminino ao longo dos últimos anos. “Antigamente havia um pudor em se assumir conservadora. Hoje, muitas mulheres se identificam com a nossa pauta”, afirmou. Para Damares, embora haja distinção entre mulheres conservadoras e cristãs, os dois perfis frequentemente se sobrepõem em sua base eleitoral.
A parlamentar também destacou o que classificou como um “show de maturidade” da bancada feminina no Congresso. De acordo com ela, parlamentares têm optado por deixar de lado temas que geram divisão, para priorizar pautas consensuais, como o endurecimento de penas para crimes sexuais e a ampliação da licença-paternidade.
Damares defendeu, ainda, que as mulheres já demonstraram capacidade de atuação em áreas tradicionalmente dominadas por homens. “O Brasil achava que a gente vinha cuidar só de pauta de bebê e educação. Nós provamos que somos boas em reforma tributária, agro, economia e combate à corrupção. Não é só a ‘bancada do batom’; mostramos que estamos prontas para discutir qualquer tema”, declarou.
As falas da senadora republicana se inserem em um contexto mais amplo de reivindicação por maior protagonismo feminino na política nacional. Apesar do crescimento da participação das mulheres, lideranças ainda apontam que decisões estratégicas dentro dos partidos continuam concentradas, majoritariamente, entre homens – o que limita o avanço efetivo da representatividade. No Republicanos, contudo, o cenário se apresenta de forma distinta: a sigla ocupa a terceira posição entre os 29 partidos com maior presença feminina em seus quadros de filiados. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a legenda reúne 568.100 filiados em todo o país, dos quais 284.599 são mulheres, o equivalente a 50,1% do total, evidenciando uma base majoritariamente feminina e alinhada à estratégia de ampliar o protagonismo político das mulheres.
Damares aposta na força eleitoral feminina como fator decisivo para o próximo ciclo político. Para ela, o engajamento crescente de mulheres conservadoras pode redefinir o equilíbrio de forças nas eleições de 2026, ampliando o espaço para candidaturas e agendas alinhadas a esse segmento.
Por Ascom – Mulheres Republicanas Nacional






