Com relatoria de Damares Alves, Senado derruba resolução do Conanda sobre aborto legal em menores vítimas de violência sexual

Com relatoria de Damares Alves, Senado derruba resolução do Conanda sobre aborto legal em menores vítimas de violência sexual

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Brasília (DF) – O Plenário do Senado Federal aprovou, nessa terça-feira (2), o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 3/2025, relatado pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), também secretária de honra do Mulheres Republicanas, que susta os efeitos da Resolução nº 258/2024 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda). A norma estabelecia diretrizes para o aborto legal em crianças e adolescentes vítimas de violência sexual.

A aprovação representa mais uma vitória da pauta em defesa da vida no Congresso Nacional e reforça a atuação de Damares Alves como uma das principais vozes, do Senado Federal, em favor da infância, da família e da proteção de crianças e adolescentes. Como relatora da proposta na Comissão de Direitos Humanos (CDH), a parlamentar republicana sustentou que o Conanda extrapolou suas atribuições ao editar uma resolução sobre matéria que envolve direitos fundamentais e demanda amplo debate no Poder Legislativo.

Ao apresentar seu parecer, Damares destacou que a proteção integral de crianças e adolescentes deve caminhar lado a lado com a defesa da vida, o fortalecimento do poder familiar e a ampliação das políticas públicas de acolhimento às vítimas de violência sexual.

A proposta já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados e agora segue para promulgação pelo Congresso Nacional. A votação ocorre às vésperas da tradicional Marcha Nacional da Cidadania pela Vida, evento apoiado pela senadora e que, neste ano, celebra duas décadas de mobilização em defesa da vida desde a concepção.

Ao comentar a aprovação da matéria, Damares afirmou que a decisão do Senado representa uma vitória da proteção integral às crianças e adolescentes vítimas de violência sexual, ao garantir a participação da família e fortalecer os mecanismos de responsabilização dos agressores.

Vitória da família, vitória dos pais, autonomia e poder familiar garantidos. O que fizemos agora foi sustar uma resolução que permitia que uma menina chegasse a um hospital e passasse por um procedimento sem que seus pais soubessem. A resolução estava errada e nós precisávamos corrigir isso para assegurar que os responsáveis fossem informados e participassem desse processo”, declarou.

A senadora também destacou que a norma revogada não exigia a formalização de boletim de ocorrência nos casos de violência sexual contra crianças e adolescentes, o que, segundo ela, poderia dificultar a identificação e a punição dos criminosos.

Toda criança abusada precisa ter seu caso investigado. Se uma criança chega a um hospital vítima de violência sexual, é preciso acionar imediatamente os órgãos competentes para que o agressor seja identificado e responsabilizado. Nenhuma menina deve ser obrigada a enfrentar uma gravidez decorrente de violência, mas também não podemos permitir que o abusador permaneça impune. Eu quero proteger as crianças e garantir que todos os abusadores sejam investigados e punidos”, afirmou.

Damares ressaltou, ainda, que a aprovação do decreto não altera as hipóteses de aborto previstas no Código Penal, mas apenas susta uma resolução administrativa que, segundo seu entendimento, continha equívocos jurídicos e avançava sobre competências que cabem ao Congresso Nacional.

Nós não mudamos a legislação sobre aborto prevista no Código Penal. O que fizemos foi corrigir uma resolução que tinha erros e que avançava sobre atribuições do Poder Legislativo. Quem faz leis é o Congresso Nacional. O Conanda agora terá a oportunidade de elaborar uma nova resolução, observando os limites legais e garantindo a proteção das crianças”, acrescentou.

Marcha pela Vida

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Damares Alves também convidou a população para participar da caminhada que será realizada no próximo dia 9 de junho, em Brasília. “Vida sim, aborto não. Se você não aceita o aborto e não concorda com a assistolia fetal, venha caminhar conosco. Chega de tanto sangue no Brasil. Vamos levantar nossa voz em defesa da vida”, afirmou.

A marcha terá como tema “Salve os Humanos” e pretende chamar a atenção para o debate sobre a assistolia fetal. Durante o convite, a senadora criticou a prática e defendeu maior proteção à vida humana em todas as fases da gestação.

A ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e pré-candidata a deputada federal pelo Republicanos Distrito Federal, Cristiane Britto, também reforçou a convocação para o evento. “Enquanto alguns tentam relativizar o valor da vida, milhares de brasileiros seguem firmes na defesa de quem não pode se defender. A Marcha pela Vida é um momento de união, conscientização e posicionamento em favor da vida desde a concepção”, declarou.

A concentração para a Marcha Nacional da Cidadania pela Vida está marcada para as 14h, na região da Biblioteca Nacional e do Museu da República, em Brasília. A caminhada seguirá pela Esplanada dos Ministérios em direção ao Congresso Nacional, reunindo lideranças religiosas, representantes da sociedade civil, parlamentares e defensores da pauta pró-vida de todo o país.

Por Ascom – Mulheres Republicanas Nacional