Doutora Jane se abstém em votação sobre o BRB e defende transparência para decisão segura

Doutora Jane se abstém em votação sobre o BRB e defende transparência para decisão segura

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Brasília (DF) – A deputada distrital Doutora Jane (Republicanos-DF) fez, nesta terça-feira, uma declaração de voto no plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal para explicar sua abstenção na votação relacionada ao BRB. Em seu pronunciamento, a parlamentar afirmou que a decisão foi tomada por coerência e pela falta de segurança necessária para votar favoravelmente ou contrariamente à proposta.

“Eu não fico sobre o muro, mas, a abstenção foi para ser coerente com o momento, sem informações que me permitissem dizer sim ou não com segurança”, afirmou a deputada.

Doutora Jane iniciou sua fala reconhecendo o trabalho da governadora Celina Leão e ressaltando que acredita na boa vontade do governo em buscar uma solução para o banco. Segundo ela, no entanto, a responsabilidade do voto exigia mais informações e documentos que dessem segurança aos parlamentares.

“Conheço o trabalho dela, confio no trabalho que ela faz, acredito na boa vontade dela, na tentativa de salvar o BRB. Agora, preciso dizer que o meu voto por abstenção é porque em momento nenhum eu tive a segurança para dar esse voto”, declarou.

Durante o pronunciamento, a deputada relembrou etapas anteriores do processo envolvendo o BRB e afirmou que não conseguiu dissociar a votação atual de todo o histórico que levou a Casa Legislativa a analisar o tema novamente. Ela citou a ocasião em que o então presidente do banco esteve na CLDF para pedir autorização relacionada à compra de uma instituição financeira, apresentando a medida como uma ampliação positiva para o BRB e para o Distrito Federal.

Segundo Doutora Jane, naquele momento, os parlamentares confiaram na palavra apresentada à Casa. Depois, com o andamento dos fatos, ela afirmou ter se sentido traída pelas informações que vieram a público.

“Eu dei o meu voto consciente, acreditando que estava votando pela população de Brasília, a favor do DF e para que o banco BRB crescesse e se fortalecesse. Não aconteceu”, disse.

A deputada também destacou que, até o momento da votação, não teve acesso a documentos que considera fundamentais para uma análise mais segura, como o resultado de auditorias independentes mencionadas pelo atual presidente do banco em audiência no Senado. Para ela, esses dados deveriam ter sido disponibilizados à Câmara Legislativa antes da deliberação.

“Se os resultados dessa auditoria tivessem chegado para nós, era o mínimo que nós teríamos para analisar, para avaliar, para, neste momento, dar esse voto”, afirmou.

Ao justificar sua posição, Doutora Jane fez um paralelo com sua carreira como delegada de Polícia Civil. Ela explicou que, diante de um inquérito sem informações suficientes para uma decisão segura, o caminho responsável é solicitar mais elementos.

“Como delegada de carreira que sou, se eu fizer um paralelo com o inquérito policial, quando chegam as informações e eu não estou segura, eu vou dizer o quê? Que quero mais informações. Então, foi exatamente nessa posição que eu estava hoje”, declarou.

A parlamentar ressaltou que respeita o voto de todos os colegas, tanto os que votaram favoravelmente quanto os que votaram de forma contrária. Segundo ela, sua decisão foi baseada na necessidade de manter coerência com sua postura pública e com sua atuação dentro da Câmara Legislativa.

Doutora Jane também afirmou que não tinha certeza de que os R$ 6 bilhões seriam suficientes para solucionar a situação do BRB, destacando que ainda havia condicionantes e dúvidas sobre a efetividade da medida.

“São muitos ‘sés’ que precisam se cumprir para que o salvamento aconteça”, pontuou.

Ao final, a deputada demonstrou respeito aos servidores do BRB e reforçou que sua abstenção não foi um gesto de omissão, mas uma decisão tomada diante da ausência de informações consideradas essenciais para um voto seguro e responsável.

“Eu precisava ter coerência com a minha postura, com tudo o que eu fiz e faço nesta Casa”, concluiu.

Por Ascom – deputada Doutora Jane Klebia